09/02/2016 | Bem pra Alma

Balanceando minhas energias

Se sentindo mais leve e mais consciente, como é boa essa sensação.

Depois de uma semana turbulenta, vi um convite de uma amiga para uma aula de Hatha Yoga e Meditação. Era um domingão, e me permiti essas horinhas de tranquilidade e paz. E foi ótimo.

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O Hatha yoga, ao contrário do que muitos pensam, não é uma atividade física, mas sim uma prática espiritual que utiliza o corpo. O corpo é visto como uma representação do próprio Universo, com todas suas forças e potenciais. Assim sendo, em essência, a prática tem como propósito aflorar a percepção desse potencial interior e “alinha-lo” com as mesmas forças e potenciais presentes no exterior. Essa “força” ou “potência” que permeia o Universo é chamada de Shakti quando flui livremente e de maneira natural.

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No entanto, por conta de nossas inúmeras e constantes variações emocionais, essa energia potencial deixa de fluir de maneira constante e natural em nós. Em nós ela se “enrosca”, se “prende” na experiência torpe e fulgaz do gosto e desgosto, provocada pelas nossas identificações emocionais. Por conta dessa característica, os yogues chamam essa força e potencial interno de “kundalini”, palavra do sânscrito que significa, literalmente, “presa”, “enroscada”. Na expressão do corpo, essa energia potencial se manifesta, no aspecto mais sutil, como os nadis (canais de energia) e nos chakras (centros de troca energética). Do ponto de vista do Tantra e do Hatha-Yoga, os nadis são visto como fluxos de tendências emocionais e os chakras como “moduladores” das expressões emocionais. Seriam como a expressão da “média” emocional contidas nos nadis que o forma.

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Portanto, as técnicas do Hatha-Yoga visam criar a tomada de consciência dessas tendências emocionais que acabam gerando nossos padrões mentais, que em sua maioria limitam nossa experiência mais plena: a unidade com o potencial energético universal.  Assim, fica claro que os asanas ou “posturas” do yoga não são meros exercícios físicos, mas ferramentas para a construção de uma autopercepção plena e estável. A tomada de consciência dessas tendências é apenas um dos aspectos da prática e, por si só, não nos leva a uma mudança profunda em nosso comportamento e expressão.
Para a mudança ocorrer de fato, é necessário a compreensão dessas tendências.

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E isso ocorre quando nos expomos, com lucidez e diligencia, às experiências que essas tendências criam em nosso dia a dia.
A ferramenta que nos ajuda a criar essa lucidez é a meditação. É essa a proposta do Hatha-Yoga. O aspecto físico ou fisiológico é só a “ponta do iceberg”. Uma prática vigorosa, quase atlética e acrobática, está longe do Hatha-Yoga ou do Yoga em si.

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Para o Hatha-Yoga não importa se você coloca a testa no joelho, se você se equilibra na ponta dos dedos ou se toca a sola dos pés na sua nuca.O que realmente importa é: você moveu sua energia de forma consciente? Você conseguiu entender suas tendências emocionais?

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Obrigada Joyce por essa experiência, foi muito bacana e quero repetir mais vezes. Também adorei conhecer o Professor Enki, uma pessoa iluminada que transborda paz.

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Texto técnico: Prof. Enki

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2 Comentários emBalanceando minhas energias
  1. LILIANE MOURA MARTINS

    Fefê!!! Olha eu aqui lindona!! Parabéns pelo blog, vídeos e tudo mais!!! Já começou a dar um UP na minha vidinha tb hahahahha! Gratidão por sua presença ontem na palestra! Acabei de ver que conhece a Joyce, amigona minha há mais de 20 anos! E o Enki tb, grande amigo da mesma época! Bj gde pra ti querida” Ah! Me passe a foto de ontem, please? 😉

    • fernanda

      Oi lili, que bacana! a joyce é demais mesmo.

      passo sim, to arrumando todas as fotos da virada e te mando ainda essa semana. Sua palestra foi demais e com certeza que me aprofundar. grande beijo, fefe